Arquivo do mês: janeiro 2011

Por um Legislativo Independente, Protagonista, Austero e Transparente

Queremos uma Câmara Autônoma e Protagonista!!!

Amanhã, 01/02, 513 deputados tomarão posse na Câmara do Deputados e como primeiro ato da nova legislatura elegerão os integrantes da Mesa Diretora da Casa pelos próximos dois anos. Esse é um momento que em geral se instala o vale tudo entre Governo e parlamentares, o primeiro querendo fazer a composição com o maior número possível de aliados e os segundos se aproveitam para montar um verdadeiro balcão de negócios, trocando apoio ao candidato do Governo em troca de cargos para apadrinhados e liberação de emendas parlamentares. Deixa-se de lado assim o debate programático e as propostas para construção de um Parlamento mais autônomo e representativo perante o Executivo. De modo, que a Casa do Povo torna-se mero quintal do Palácio do Planalto. Não é esse o papel dos deputados, sejam eles de oposição ou situação, cabe ao parlamentar manter sua autonomia perante os outros poderes, pois é dele o papel de fiscalizador do Governo e de representante do povo dentro da democracia representativa. No intuito de contribuir contra a vassalagem do Parlamento brasileiro, algo que já presenciamos há décadas, o PSOL construiu o seguinte programa a ser incorporado pela nova Mesa Diretora. Cabe a todos nós pressionarmos os parlamentares para implementar as medidas que deixem a Câmara mais forte e alinhada aos interesse públicos, ao contrário do que vem ocorrendo.

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Carta dos Movimentos Sociais de Nova Friburgo à População

Basta de irresponsabilidades e mortes. As tragédias podem ser evitadas

Aonde eram casas virou rio... a culpa é de quem?

A região serrana do Estado do Rio de Janeiro assistiu, na madrugada do último dia 12, a reprise de um filme de catástrofes. Ao amanhecer é que se pôde visualizar e ter as primeiras dimensões do ocorrido. O cenário era de devastação e tragédia: ruas inundadas, encostas desbarrancadas, residências desmoronadas, pessoas desesperadas e aos prantos, pela perda de parentes, amigos e vizinhos.

Na contramão do individualismo competitivo e ganancioso praticado pela burguesia, a população prontamente dedicou-se à solidariedade no socorro imediato às vítimas. Eram voluntários cavando com as próprias mãos, rompendo isolamentos, oferecendo teto e consolando os que tudo haviam perdido, mesmo que derramando lágrimas pelos entes queridos e pelo quadro geral de desolação.

Após os momentos iniciais de incredulidade e pavor, as pessoas se perguntavam: não seria possível evitar tamanha perda material e de centenas de vidas? Já não se produziu conhecimento científico capaz de prever fenômenos naturais como este e evitar as conseqüências tão devastadoras? Não existem exemplos no mundo de tragédias similares para as quais foram encontradas soluções de forma a reduzir ao mínimo as perdas? A quem caberia tomar as iniciativas necessárias a impedir tamanha catástrofe? Por que as autoridades não tomaram as medidas preventivas?

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2,50 é um roubo!

Você já andou de ônibus assim...

Quem se espreme diariamente na caixa de lata sabe que é. Quem labuta, rala, quem tem pouco, nada ou quase nada, sabe que é. O moço e a moça de uniforme azul, cinza, no troco ou no volante sabem que é. O balconista, a caixa e o dono da padaria sabem que é. Quem tem hora a cumprir, quem não é marajá, quem corre contra o tempo sabe que é. E o que dizer dos que não querem ir, mas que têm de ir, e dos que querem, mas não podem, não têm como. Estes também sabem que é.

Todos sentirão negativamente os efeitos do aumento de passagens de ônibus em Macaé. O estudante, o trabalhador e o dono do comércio.  O aumento beneficiará apenas a Macaense/1001, empresa que detém o monopólio do transporte público na cidade e, uma das integrantes do oligopólio regional e estadual de transportes públicos. Essa empresa literalmente manda no jogo político macaense e, por isso consegue aliar péssima remuneração de seus trabalhadores, má prestação de serviço, desrespeito ao cidadão e a manutenção de sua exclusividade criminosa na exploração da concessão desse serviço público sem que nada seja feito pelo Poder Público.

A cidade não para, a cidade não pode parar, mas ela só pode rodar nas rodas deles. Nas rodas dos donos do poder, eles mandam na vida de todos, tentam nos fazer marionetes, sugam nosso trabalho, nossa energia, nossos dias, mas, ah… não conseguem sugar nossa felicidade. Não conseguem atingir a força de nossa utopia.

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