O aumento dos transportes em Macaé: a conta quem paga somos nós

*Por Pedro Marinho


Os danos para economia local com o aumento da passagem urbana são claros e todos sentiram no bolso, mesmo quem não usa com frequência o transporte público. Ao aumentar a passagem de ônibus urbano, oneramos os custos de todo o comércio e serviços urbanos, pois as empresas, pequenas e médias principalmente, terão de repassar o aumento do custo com a passagem de seus funcionários para o consumidor. Causando assim um aumento sutil, porém generalizado. O que levará a um aumento do custo de vida urbano para os moradores e frequentadores de Macaé.  Esse aumento tende a forçar o aumento de mais produtos fortalecendo a inflação, em um efeito bola de neve.

Hoje o gasto com a passagem urbana em Macaé é de R$110,4 por funcionário ao mês, a partir do aumento proposto esse custo passa para R$120,0 funcionário/mês. Um aumento acima da inflação e que irá elevar também o custo para toda a população de Macaé. O absurdo é ainda maior se observarmos as distâncias percorridas a esse preço, Macaé hoje já tem um dos Km percorridos mais caros do Brasil e irá fica ainda mais caro.

Não é de hoje que a população de Macaé é onerada pelo sistema de transporte público, há alguns anos, o poder Público optou pelo Sistema Integrado de Transporte, o SIT, que vemos estampados em todos os ônibus. Apesar das tentativas de fazer parecer uma política que iria beneficiar toda a população, quem viveu as mudanças sentiu na pele o quanto piorou os transportes em Macaé.

Primeiro, proibir a circulação das Vans pela cidade, comuns na época. Principalmente as que faziam as linhas para a Região dos Lagos. Viagem que na época durava em média 25 minutos e ninguém esperava em longas filas como hoje. Segundo, integrar o transporte encareceu a passagem com o argumento de que agora todos iriam poder circular pela cidade pagando apenas uma passagem. O que não foi dito é que a maioria da população pagava apenas uma passagem quando usava o transporte exceto para ir trabalhar.

Pensem comigo, pagavam duas passagens que morava na Nova Holanda, Aroeira, Aeroporto, Horto, etc. E iam para o Novo Cavaleiros ou Parque de Tubos, bairros industriais. Mas dificilmente iriam pagar duas passagens para ir à escola, hospital, centro da cidade, supermercados, compras ou as praias.

Assim a integração dos transportes, o SIT, acabou transferindo para quem mais precisaria ser resguardada o custo dos transportes, toda população macaense. Ao passo que os endinheirados, os patrões das empresas offshore estão rindo à toa, pois não tem mais que pagar duas passagens para seus funcionários. No final, quem está pagando as contas emitidas por esses políticos que estão no poder a décadas somos nós, o Povo!

Pedro Marinho é professor de Geografia e militante do núcleo PSOL Serramar
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