Professores se unem aos bombeiros em greve pela valorização dos servidores

Por João Pedro Accioly

Em assembleia com mais de dois mil professores e servidores da educação, o SEPE, Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro, decidiu entrar em greve contra a política salarial de Cabral aos servidores públicos e contra o plano de meta meritocrático implementado pela Secretaria de Educação.

Os professores agora se somam aos bombeiros, paralisam suas atividades e vão para as escadaria da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, ALERJ, para gritar “FORA CABRAL!”.

A rede estadual de educação conta com mais de 80 mil profissionais espalhados por 1652 escolas. Os professores do Rio, recebem a pior remuneração do país, exatos 766 reais por mês. Os funcionários das escolas tem piso inferior ao salário mínimo, cerca de 450 reais.

Os bombeiros acampados na ALERJ desde sexta-feira, continuam dormindo e comendo nas escadarias da Assembleia e prometem não sair dali, até que os 439 bombeiros, que continuam presos, ganhem liberdade e anistia dos crimes aos quais são acusados.

Nesta terça-feira, a Defensoria Pública do Rio entrou com pedido de liberdade provisória dos bombeiros presos. O Defensor Público Geral, Nilson Bruno Filho, justificou que não há necessidade de manter os soldados detidos, pois eles têm residência fixa, são servidores públicos e não têm antecedentes criminais.

Marcelo Freixo, Deputado Estadual pelo PSOL, anunciou que deputados trancarão a pauta da ALERJ, enquanto os mais de 400 bombeiros não forem soltos. Em Brasília, ontem, foram dezenas de manifestações de parlamentares apoiando os bombeiros fluminenses. Chico Alencar chamou o governador do Rio de incendiário e começou a recolher assinaturas dos deputados federais em apoio aos nossos bombeiros.

João Pedro Accioly é estudante secundarista e militante do PSOL, foi um dos 19 presos políticos de Dilma e Cabral no Ato Fora Obama!

Fonte: Blogue do João Pedro

Leia também:

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