Manifestações espalham-se por 82 países

Roma registrou os maiores protestos contra o capitalismo, com 200 mil presentes, e houve confrontos com polícia

Inspirados pelo ‘Ocupe Wall Street’, atos chegam a 950 cidades; SP, Rio, Porto Alegre e Curitiba têm protestos

Max Rossi/Reuters
Itália: Manifestantes encapuzados atiram pedras e coquetéis molotov contra a polícia em Roma

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
De Wall Street para as ruas de 950 cidades de 82 países em todos os continentes.

Dezenas de milhares de manifestantes, inspirados pelo movimento que há quase um mês protesta contra a crise econômica mundial em Nova York, espalharam-se ontem pelo mundo ao pedir “união por uma mudança global”.
A maioria das manifestações foi pacífica, com exceção da Itália, onde 200 mil pessoas foram às ruas de Roma estimuladas também pela decisão do Parlamento, anteontem, de manter o premiê Silvio Berlusconi no poder.

Em Roma, vários carros foram incendiados e manifestantes encapuzados destruíram agências de bancos. A polícia tentou conter os protestos com gás lacrimogêneo. Cerca de 70 pessoas ficaram feridas, três com seriedade. Todos os museus da capital foram fechados.

Berlusconi disse que os autores da violência serão “identificados e punidos”. Em Nova York, onde tudo começou, 5.000 pessoas marcharam pelo distrito financeiro de Manhattan e ocuparam a Times Square. Ao menos 20 delas foram presas em um banco quando fechavam suas contas para protestar.
Sem agenda específica, a não ser uma crítica difusa ao grande capital, os manifestantes pelo mundo se organizam em grande medida por redes sociais como Facebook.

Além dos jovens dos EUA, tomam como modelo a Primavera Árabe e os “indignados” europeus. Ontem, Barcelona, na Espanha, um dos berços dos “indignados”, foi a segunda cidade que registrou mais manifestantes, 60 mil. Em Madri, a Porta do Sol recebeu mais de 40 mil pessoas.
Em Portugal, os manifestantes de Lisboa e Porto também somaram 40 mil. As alemãs Berlim e Frankfurt registraram passeatas com 5.000 participantes.

ASSANGE

Em Londres, os protestos reuniram 2.000 pessoas em frente à Catedral de St. Paul. Nas escadarias da igreja, um manifestante chamou especial atenção: Julian Assange, do site WikiLeaks.

Ovacionado pelo público, ele foi depois abordado por policiais que o obrigaram a tirar uma máscara que usava. Os protestos se espalharam ainda por Ásia, Austrália e África, mas em menor escala.

Em Tóquio, 200 manifestantes se reuniram em frente à Tokyo Electric Power, operadora da central atômica de Fukushima, epicentro da catástrofe nuclear de março.

No Brasil, São Paulo, Rio, Porto Alegre e Curitiba tiveram manifestações. Na capital paulista, 200 jovens armaram barracas no Vale do Anhangabaú para passar uma semana, mas o acampamento foi desmontado a pedido de guardas civis.

No Rio, 150 pessoas se reuniram na Cinelândia, exibindo faixas contra a corrupção.

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