Arquivo do mês: fevereiro 2012

Se perseguem e criminalizam uma, perseguem e criminalizam todas nós.

Dep. Janira Rocha (PSOL/RJ) demonstra com sua luta o quanto as mulheres de esquerda incomodam os poderosos e corruptos desse país.

O ano de 2012 em nosso país iniciou com enfrentamentos importantes das mulheres e da classe trabalhadora, fosse na luta pela demarcação de terra dos indígenas, a luta pela moradia que teve sua expressão maior com a desocupação do Pinheirinho e agora as greves das PMs e bombeiros na Bahia e no Rio de Janeiro, em todas estas lutas as mulheres do PSOL foram parte ativa na solidariedade de classe ou na intervenção concreta dos processos.

Em todos estes processos de luta a grande mídia, em especial a Rede Globo, cumpriu um papel nefasto em desinformar e ganhar ideologicamente a sociedade brasileira para a criminalização e repressão aos movimentos sociais, o ápice disso aconteceu na semana passada quando se veiculou em um dos jornais da Rede Globo a conversa entre a deputada estadual Janira Rocha (PSOL-RJ) e Cabo Daciolo, uma das principais direções do movimento dos bombeiros do Rio de Janeiro. O celular da companheira Janira Rocha havia sido grampeado, violando a imunidade parlamentar que ela tinha direito, este monitoramento das direções de movimentos sociais e parlamentares da esquerda era prática adotada pela ditadura militar e que hoje vemos esta prática ser retomada paulatinamente pelos governos municipais, estaduais e federal. Continuar lendo

PSOL apresenta pauta positiva para votação na Câmara do Deputados

Bancada do PSOL na Câmara: Ivan Valente (SP), Jean Wyllys e Chico Alencar (RJ).

A bancada do PSOL apresentou, esta semana, uma pauta positiva, com propostas imprescindíveis para votação no plenário da Câmara dos Deputados. O PSOL propõe a votação de projetos pendentes de votação em segundo turno, como algumas Propostas de Emenda à Constituição, e projetos de lei que virão ao encontro do interesse público.

No documento entregue à Presidência da Câmara, a bancada afirma: “Não pode o Congresso Nacional curvar-se perante a agenda do Poder Executivo, discutindo e votando apenas Medidas Provisórias e matérias agendadas pelo Governo Federal. O Legislativo precisa erguer-se e mostrar-se como poder independente, que tem autonomia e agenda positiva, capaz de dar respostas rápidas aos anseios de amplos setores sociais.”

Entre as propostas defendidas pelo partido como prioritárias estão:  Continuar lendo

Futebol é jogo pra mulher também

Por Marcos Alvito
Prática do esporte mais popular do planeta por mulheres é catalisadora de mudanças, mas ainda alvo de preconceitos

Ela disse que estava tímida e que só iria assistir. Ao chegar lá, não resistiu e ficou me puxando pela camisa para nos aproximarmos do grupo. Logo se soltou e correu em direção à bola. Era a primeira vez que Kay Alvito, 5 anos, realmente jogava futebol. Já havia outra menina na escolinha de futebol de praia, boa de bola aliás. Por enquanto Kay só chuta com a pontinha do pé, mas já aprendeu o mais importante: futebol também é coisa pra mulher, sim.

Normalmente o futebol funciona como uma máquina de enquadramento ao mundo capitalista e suas divisões. Uma espécie de fábrica de caretas. Seria coisa pra homem e não pra mulheres, vistas como fracas e inábeis para o “rude esporte bretão”. Os xingamentos preferidos das torcidas implicam em sodomizar os adversários. Não há esporte em que “sair do armário” seja um tabu maior. Os estádios estão divididos hierarquicamente segundo o poder de compra de cada um. Os dirigentes são ricos e brancos, a maioria dos meninos que tentam o sonho de ser jogador de futebol são negros e pobres. As camisas viraram painéis publicitários e a mesma coisa os estádios. Os ícones do futebol mundial põem lenha na fogueira do consumo além de simbolizarem a juventude, a vitalidade e o sucesso. Continuar lendo