Arquivo do mês: maio 2012

O Governo Dilma, a Greve Nacional dos Docentes e a Universidade de Serviços

por Roberto Leher (UFRJ)

Governo Dilma seguindo a cartilha do Banco Mundial.

A longa sequencia de gestos protelatórios que levaram os docentes das IFES a uma de suas maiores greves, alcançando 48 universidades em todo país (28/05), acaba de ganhar mais um episódio: o governo da presidenta Dilma cancelou a reunião do Grupo de Trabalho (espaço supostamente de negociação da carreira) do dia 28 de maio que, afinal, poderia abrir caminho para a solução da greve nacional que já completa longos dez dias. Existem algumas hipóteses para explicar tal medida irresponsavelmente postergatória:

(i) a presidenta – assumindo o papel de xerife do ajuste fiscal – cancelou a audiência pois, em virtude da crise, não pode negociar melhorias salariais para os docentes das universidades, visto que a situação das contas públicas não permite a reestruturação da carreira pretendida pelos professores;

(ii) apostando na divisão da categoria, a presidenta faz jogral de negociação com uma organização que, a rigor, é o seu espelho, concluindo que logo os professores, presumivelmente desprovidos de capacidade de análise e de crítica, vão se acomodar com o jogo de faz de conta, o que permitiria o governo Dilma alcançar o seu propósito de deslocar um possível pequeno ajuste nas tabelas para 2014, ano que os seus sábios assessores vindos do movimento sindical oficialista sabem que provavelmente será de difícil mobilização reivindicatória em virtude da Copa Mundial de Futebol, “momento de união apaixonada de todos os brasileiros”, e

(iii) sustentando um projeto de conversão das universidades públicas de instituições autônomas frente ao Estado, aos governos e aos interesses particularistas privados em organizações de serviços, a presidenta protela as negociações e tenta enfraquecer o sindicato que organiza a greve nacional para viabilizar o seu projeto de universidade e de carreira que ‘resignificam’ os professores como docentes-empreendedores, refuncionalizando a função social da universidade como organização de suporte a empresas, em detrimento de sua função pública de produção e socialização de conhecimento voltado para os problemas lógicos e epistemológicos do conhecimento e para os problemas atuais e futuros dos povos.

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Rio das Ostras: Transparente ou traz parente?

Por Jonathan Oliveira

Em Rio das Ostras confundem-se estes dois termos: “Transparente”* e “Traz parente”…

4 Novas Secretarias (inúteis) foram criadas na cidade no ano de eleição. Uma das novas Secretárias é a irmã do prefeito (não bastasse sua esposa ser Secretária de Bem Estar Social e o primo Secretário de Saúde).

Mas a “melhor” piada não é esta… o nome da secretaria é: “Secretaria de Valorização do Sistema de Ensino”. Agora entendo a expressão “Seria cômico se não fosse trágico”! Fui no Google e pesquisei entre aspas o termo. Foram 80 Resultados, TODOS sobre Rio das Ostras…! Não sei de que lugar mirabolante foi importada a ideia desta nova secretaria, mas ao que parece, nos outros lugares, a Secretaria de Educação deve (supostamente) cumprir a função de “valorizar o sistema de ensino”!

Que tal criarmos uma Secretaria de Valorização do Sistema de Saúde? E uma de Valorização do Sistema de Urbanismo…? e por aí vai… rs

Se você não ficou bastante “contente”, não deu altas “GARGALHADAS” pelo nome um tanto curioso da dita secretaria… veja só esta: “Secretaria Municipal de Gerência da Frota de Veículos Oficiais”… sobre esta não há muito o que falar… ela me recorda aquelas piadas as quais os nomes são muito mais engraçados que seu conteúdo. E neste caso, é exatamente isso…! (Fale o nome em voz alta três vezes sem respirar)!

aaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh!!

As outras secretarias tem nomes bem menos cômicos (mas intenção ainda duvidosa): Secretarias de Gestão de Pessoas e Secretaria de Transporte Público!

“Entrou por uma porta,

Saiu pela outra

E quem quiser

Que conte outra!”

Jonathan Oliveira é professor, poeta, sambista e militante do núcleo PSOL Serramar

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*Nota do Blogue: a nomeação dos quatro novos secretário de Governo saiu publicado em uma “edição especial” que não circulou na cidade, mas apenas no Gabinete do Prefeito, prática que já se tornou recorrente na atual administração. Entre uma semana e outra, apareceram os nomes dos quatro novos secretários na página 02 do Jornal Oficial da Prefeitura, sem qualquer ato administrativo de nomeação publicado no interior da publicação.

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Veja o que disse o jornalista Ricardo Boechat, da BandNews, sobre as quatro esdrúxulas novas secretarias da Prefeitura Municipal de Rio das Ostras?

 

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Fonte da imagem: Rio das Ostras Jornal

PSOL: partido que não desiste e não se vende!

Seminário de organização do PSOL Curitiba, demonstra como o PSOL se organiza e se prepara de verdade para as disputas eleitorais e que temos lado definido: estamos ao lado dos oprimidos, dos trabalhadores. Militar não é sacrifício, dá sentido à existência e à busca por um mundo justo e sem desigualdade.