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Contra a Bárbarie: PSOL realizou seu I Encontro de Ecossocialistas

*Por Bruno Mattos

Entre os dias 01 e 03 de abril, militantes do PSOL de 10 Estados (RS, SC, PR, SP, RJ, MG, ES, DF, BA, CE) reuniram-se em Curitiba para o I Encontro de Ecossocialistas do partido com o intuito de diagnosticar os principais conflitos socioambientais de construir uma setorial nacional, fomentar organizações de base nos estados e municípios e propor uma pauta de luta programática anti capitalista e ecológica para o conjunto da militância e dos mandatos.

O Ecossocialismo surge como uma contraposição ao capitalismo verde, ou como bem cunhou Plínio de Arruda Sampaio, ao ecocapitalismo, denunciando o discurso da ecoeficiência e do desenvolvimento sustentável que não rompem com a lógica de produção capitalista e da expansão da lucratividade, potencializada à luz da globalização imperialista. O capitalismo não é capaz de dar cabo às suas contradições e resolver as crises que ele mesmo provoca, pois isso implicaria em impor limites ao lucro e abandonar um ‘estilo de vida’ baseado no consumo exarcebado, no desperdício, na obsolência programada, que é vendido a todos de forma fetichizada como padrão de bem viver, mas que é inviável de ser para todos e está bem longe de garantir efetivamente qualidade de vida para toda a humanidade. Não há planeta e recursos naturais disponíveis para manter tal padrão de produção e consumo, o que configura a necessária exclusão social para sua manutenção, exclusão essa que na outra ponta é sustentada também por meio da opressão, bélica e policialesca inclusive.

É preciso denunciar a insustentabilidade de qualquer alternativa de capitalismo “amenizado” ou “melhorado” e propor uma alternativa que retome a relação metabólica entre homem e natureza, com consciência ampliada e desalienada, o que significa também desalienar os processos de produção e ainda propor um novo padrão de consumo, baseado em necessidades reais não mercantilizadas e reificadas, onde o valor de uso suplante o valor de troca, as capacidades humano genéricas sirvam à emancipação humana e não à sua total alienação como vem ocorrendo. Continuar lendo

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Poema: concreto de ficha suja.

Bruno Mattos é estudante de Produção Cultural (UFF) e Fiscal de Meio Ambiente da Prefeitura de Rio das Ostras.

2,50 é um roubo!

Você já andou de ônibus assim...

Quem se espreme diariamente na caixa de lata sabe que é. Quem labuta, rala, quem tem pouco, nada ou quase nada, sabe que é. O moço e a moça de uniforme azul, cinza, no troco ou no volante sabem que é. O balconista, a caixa e o dono da padaria sabem que é. Quem tem hora a cumprir, quem não é marajá, quem corre contra o tempo sabe que é. E o que dizer dos que não querem ir, mas que têm de ir, e dos que querem, mas não podem, não têm como. Estes também sabem que é.

Todos sentirão negativamente os efeitos do aumento de passagens de ônibus em Macaé. O estudante, o trabalhador e o dono do comércio.  O aumento beneficiará apenas a Macaense/1001, empresa que detém o monopólio do transporte público na cidade e, uma das integrantes do oligopólio regional e estadual de transportes públicos. Essa empresa literalmente manda no jogo político macaense e, por isso consegue aliar péssima remuneração de seus trabalhadores, má prestação de serviço, desrespeito ao cidadão e a manutenção de sua exclusividade criminosa na exploração da concessão desse serviço público sem que nada seja feito pelo Poder Público.

A cidade não para, a cidade não pode parar, mas ela só pode rodar nas rodas deles. Nas rodas dos donos do poder, eles mandam na vida de todos, tentam nos fazer marionetes, sugam nosso trabalho, nossa energia, nossos dias, mas, ah… não conseguem sugar nossa felicidade. Não conseguem atingir a força de nossa utopia.

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