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A conversão política também tem impacto moral

Tarso: ao lado da burguesia contra os trabalhadores.

Tarso: ao lado da burguesia contra os trabalhadores.

O governador Tarso Genro escreveu um longo artigo sobre as relações entre a moral, a ética e política. Começa suas considerações mencionando as experiências de Robespierre e dos bolcheviques russos. Como qualquer pessoa que acompanha a política hoje sabe que o PT atualmente não tem absolutamente nada que ver com as ricas experiências da revolução francesa, tampouco com a revolução russa, vou me poupar de acompanhar Tarso em suas andanças por outros tempos. Concentro-me na parte para a qual ele realmente que nos levar em seu esforço. Diz claramente:

“ Um dos debates morais, de influência direta na política, que se trava aqui no Brasil no momento, está aberto pelo moralismo udenista, tanto promovido pela extrema esquerda anti-Lula, como pelo conglomerado demo-tucano. Trata-se da questão relacionada com a política de alianças, ou seja, a demonização do PT pela sua “abertura” na política de alianças. O ataque centra-se, principalmente, na consideração que o PT relaciona-se -para sermos delicados- com grupos e pessoas que tem métodos não republicanos de participação na gestão do Estado”.

Vamos antes acertar as palavras. Reconhecemos que o PSOL é um dos endereços que Tarso tenta criticar. Mas Tarso afirma sem demonstrar que somos a “extrema-esquerda”. O mais correto é que somos um partido de esquerda coerente. Tampouco é certo dizer que demonizamos o PT. Denunciamos, sem dúvida, as alianças que este partido tem feito. Mas usar a expressão demonizar é mais uma tentativa de desqualificar os críticos, já que identifica a política com ausência de racionalidade. E argumentos racionais sobram para desmascarar o PT. Finalmente, tenta comparar nossa política com o udenismo. Ora, esta é de longe a mais desqualificada afirmação. O udenismo representou uma política burguesa de direita contra Getúlio Vargas. Onde, quando, em que momento o PSOL teve uma política no sentido de apoiar golpes de direita contra o governo? Continuar lendo

Nota de agradecimento Professor Jonathan 50123

Nós que fizemos a campanha do professor Jonathan 50123 PSOL Rio das Ostras estamos muito felizes por termos apresentado uma candidatura diferente, pela primeira vez o PSOL disputou as eleições em Rio das Ostras.

Uma campanha feita somente com dinheiro de trabalhador, sem dinheiro de empresários, pois acreditamos que, como diz o ditado, quem paga o cantor escolhe a música, e a música que cantamos durante a eleição foi uma música que sai de dentro das nossas almas indignadas com o capitalismo, com a corrupção, com a compra de votos, com cabos eleitorais comprados por políticos…

Diferente de tudo isso, fizemos uma campanha limpa, nenhum militante pago, realizamos panfletagens com pessoas que compartilham o nosso ideal socialista. Somos transparentes: gastamos somente 860 reais em toda a campanha.

Continuaremos nossa luta nos movimentos sociais da cidade como sempre fizemos, no movimento estudantil secundarista e universitário, no movimento sem terra, no movimento sindical de professores e servidores municipais, agradecemos pelos nossos honrosos 218 votos no professor Jonathan o mais votado candidato a vereador do partido e pela soma dos 440 votos dos nossos candidatos do PSOL.

Agradecemos também pelos 537 votos na nossa prefeita Lena e chamamos esses eleitores a entrarem na luta conosco e a se filiarem e militarem no PSOL de Rio das Ostras. A luta por uma sociedade justa para a classe trabalhadora, por uma sociedade sem exploração e opressão continua em Rio das Ostras companheiros!

Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar. (B. Brecht)

Uma eleição de vitórias para o PSOL

Campanha no Rio é a síntese do sucesso do PSOL nas eleições 2012.

O ano de 2012 ainda não chegou ao fim e certamente há muitas lutas pela frente. Mas já podemos afirmar com certeza de que esse já é um ano vitorioso para o PSOL. Enfrentando os efeitos da crise econômica global, o PSOL reafirmou saídas alternativas para que os trabalhadores não paguem a conta pelas turbulências na economia mundial. No Brasil, o PSOL reafirmou sua oposição às privatizações promovidas pelo Governo Dilma, lutando por mais recursos para as áreas sociais, como demonstrou o extraordinário engajamento de nossos militantes e parlamentares na luta pela garantia de 10% do PIB para a educação pública. Ao mesmo tempo, o PSOL firmou-se como referência na luta em defesa do meio ambiente, opondo-se de forma veemente às mudanças no Código Florestal e denunciando as alternativas da chamada “economia verde” e da mercantilização da natureza. Na luta pela transparência e ética na política, o PSOL reafirmou sua vocação de partido comprometido com o combate à corrupção, tendo sua bancada como a mais combativa e independente na “CPI do Cachoeira”, defendendo ampla apuração das irregularidades constatadas, doe a quem doer.

Nos últimos meses, nossa militância esteve dedicada a uma tarefa decisiva para o futuro do PSOL: as eleições municipais. Lutando contra máquinas eleitorais poderosas, nosso partido atingiu seu melhor resultado, praticamente dobrando o número de vereadores eleitos e elegendo seu primeiro prefeito em Itaocara, no Rio de Janeiro. Mas não foi só o aumento dos espaços institucionais que atestam a vitória do PSOL nessas eleições. O desempenho do partido na maioria das capitais e em várias outras cidades do país mostra que nosso partido tem se firmado como alternativa real de poder contra as velhas estruturas partidárias comprometidas com a manutenção do modelo de desigualdade que impera em nosso país. Prova disso é a eleição de vereadores em onze capitais: Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro, Maceió, Salvador, Natal, Fortaleza, Goiânia, Macapá e Belém, muitas vezes ampliando a bancada do partido em locais onde já contávamos com vereadores. Continuar lendo