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Centrais rejeitam desoneração da folha

Dilma desgasta relação com centrais sindicais.

Dilma tenta amenizar o desgaste entre seu governo e a burguesia industrial, devido a perda de rendimento nas exportações desse setor, provocada pelo dólar baixo e joga a conta para os trabalhadores, criando um novo desgaste com as centrais sindicais. Dilma não possui o mesmo poder de Lula de agradar a gregos e troianos e o governo está perdendo a capacidade de segurar crises e lutas sociais, como vemos na reportagem de André Barrocal, do sítio Carta Maior.

Por André Barrocal

A presidente Dilma Rousseff lança nesta terça-feira (02/08) um pacote de medidas para ajudar empresas do setor industrial a enfrentarem concorrentes estrangeiros no Brasil e no exterior sem que haja sindicalistas na platéia. O boicote foi decidido e anunciado por dirigentes de centrais sindicais nesta segunda-feira (01/08), depois de Dilma ordenar a cinco ministros que se reunissem com eles para explicar as linhas gerais do plano.

Os trabalhadores discordam de uma das medidas que governo e empresários consideram das mais importantes e que foi exposta na reunião: baixar a contribuição previdenciária cobrada das firmas com base na folha de pagamento delas. O governo informou ainda que vai dar incentivo à inovação tecnológica, preferência à indústria nacional em compras públicas e estímulo a investimentos com crédito mais barato e tributação menor. Na reunião, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse aos sindicalistas que a desoneração da folha será parcial e restrita a setores que empregam muita gente. Continuar lendo

Ministro da Previdência faz campanha contra servidores públicos federais

Garibaldi Alves defende PL 1992, de 2007, que obriga servidores públicos a aderirem a planos de previdência complementar. 

O Ministro da Previdência Privada

Na última quarta-feira (18/5), o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, fez um apelo para que a Câmara dos Deputados aprove o projeto de lei que cria a Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais, o PL 1992, de 2007.

Durante a audiência na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal, o ministro da Previdência apresentou um deficit de R$ 52 bilhões da previdência dos servidores públicos.  Garibaldi ressaltou, ainda, a necessidade de se mudar as regras do regime de aposentadoria dos servidores públicos como uma das formas de estancar o que ele qualifica de “sangria da previdência”.  E finalizou: “Faço um apelo para que a Câmara dos Deputados aprove o Projeto de Lei 1992 que cria a Previdência Complementar dos Servidores Públicos. Seria uma forma de estancar essa sangria. Os servidores públicos não têm teto. Para eles, o céu é o limite”.

O ministro, todavia, não revelou as reais causas do resultado da previdência pública a cargo da União.  Fatores históricos, políticos, tributários e fiscais  compõem uma complexa equação que precisa ser amplamente discutida. O Sindilegis esclarece alguns fatores para você: Continuar lendo

1º de Maio relembra luta de trabalhadores e mostra resistência aos planos do governo Dilma

Neste 1º de Maio, como é tradicional, vamos relembrar a luta dos operários de Chicago (EUA), em 1886, que morreram para defender a jornada de 8 horas diárias.

Em 1891, em Paris, na França, os trabalhadores socialistas dos países industrializados da época, reunidos no congresso da Segunda Internacional Socialista, consagraram o 1º de Maio como o dia da luta pelas 8 horas de trabalho. Naquele tempo os operários trabalhavam 12, 15 e até 18 horas por dia. Não havia descanso semanal nem férias. Para o mundo do trabalho não existiam leis.

Neste 1º de Maio também teremos um motivo especial, é o primeiro ano do governo de Dilma, que pretende jogar por água abaixo leis trabalhistas e previdenciárias.

Com quatro meses de governo, Dilma Rousseff já mostrou a que veio. Tanto nos episódios do reajuste dos salários dos parlamentares, no arrocho ao salário mínimo, no corte de 50 bilhões no orçamento, na forma de ajuste da tabela do Imposto de Renda e no ataque aos movimentos sociais, a partir da presença no Brasil de Barack Obama, Dilma vem construindo um perfil de governo.

Já há ameaças como o aumento da idade mínima para aposentadoria, redução da contribuição da patronal para o INSS, reforma tributária, reforma política, aumento da taxa Selic, aumentando desta forma mais 1 bilhão nas dívidas interna e externa e uma série de outros ataques aos trabalhadores e seus direitos.

Dilma deve seguir a mesma política dos governos Lula e FHC de reformas neoliberais, privatizações e manterá a mesma relação privilegiada com os bancos e grandes empresas. Por isso, é necessário repudiá-la.

Vamos às ruas no 1º de Maio com nossas faixas, bandeiras, palavras de ordem.  Há atividades em diversas cidades. Informe-se da atividade na sua cidade. Participe. Fortaleça a luta internacional dos trabalhadores!

– Redução e congelamento dos preços;

– Aumento geral dos salários e das aposentadorias;

– Direitos sociais e trabalhistas;

– Melhores condições de trabalho;

– Valorização dos serviços e dos servidores públicos;

– Transporte público, de qualidade e não aumento das tarifas;

– Moradia digna para os trabalhadores;

– Não ao pagamento da dívida pública.

CSP-Conlutas