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PSOL de Todas as Cores: I Reunião de Formação do núcleo LGBT do PSOL Rio das Ostras

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Venham construir o núcleo LGBT do PSOL Rio das Ostras.

Um convite para todas as pessoas LGBT’s que querem um país livre de lgbtfobia!

Dia 29/set, terça, 18h, na UFF Rio das Ostras (Rua Recife, s/n, Jd Bela Vista)

https://www.facebook.com/events/423091131219468/

O Brasil é um dos países que mais vitima pessoas por crimes de ódio no mundo. A violência contra a população LGBT ganha contornos de extermínio quando mais de um LGBT é morto por dia por motivação lgbtfóbica e diversas são agredidas física e psicologicamente todos os dias.

A violência lgbtfóbica é incentivada nas escolas por uma educação fundada no sexismo e na misoginia; na mídia que ridiculariza, esteriotipa e guetifica a população e os comportamentos das pessoas LGBT; nas igrejas cristãs que fazem leitura parcial e fundamentalista da Bíblia com objetivo de desumanizar e negar direitos a essa população; a situação é ainda pior quando se mistura a TV e rádio nas mãos de igrejas cristãs, de pastores e padres fundamentalistas que utilizam da CONCESSÃO PÚBLICA para disseminar a ignorância e o ódio contra LGBT’s.

O Congresso Nacional, o mais conservador e reacionário dos últimos tempos está dominado pelas bancadas da Bala, do Boi e da Bíblia Fundamentalista, cujo maior expoente, o deputado federal carioca Eduardo Cunha (PMDB), preside, com apoio de Feliciano (PSC), Bolsonaro (PP), Sóstenes Cavalcante (PSD) – apadrinhado de Malafaia. A Câmara dos Deputados, vem imprimindo derrotas e retrocessos às pautas libertárias e aos direitos sociais, em especial das populações que mais sofrem opressões.

Na contramão do avanço da mentalidade mundial, que reconhece pessoas LGBT como iguais em direitos a pessoas hetero (tendo como marco a aprovação do Casamento Igualitário na Argentina e pela Suprema Corte estaduanidense, entre outros), o Congresso Nacional brasileiro discute e sinaliza aprovar um Estatuto da Família formado apenas por casais heterossexuais e com seus filhos, com o objetivo de excluir, criminalizar e disseminar o ódio contra as famílias formadas por pessoas LGBT’s, excluindo também famílias formadas por pais e mães solteires, por avós, casais sem filhos e etc. A postura mostra que o congresso prefere ver milhares de crianças abandonadas em abrigos ou nas ruas a tê-los adotados em família compostas por pessoas do mesmo sexo.

As pessoas LGBT estão ocupando os piores postos de trabalho, com as remunerações mais baixas, em ocupações onde estejam invisibilizadas. O quadro se agrava quando se trata de pessoas trans e travestis, mas também de lésbicas consideradas masculinizadas ou gays considerados afeminados. Quando não são empurradas para a prostituição, após sofrerem várias violências dentro de casa e serem expulsas, encontram trabalhos precários como o do telemarketing e outros sub trabalhos do setor terciário. As pessoas LGBT, em especial, as pessoas T, são a minoria nas Universidade Públicas e estão sub representadas em todos os espaços políticos.

Nenhum direito dos trabalhadores foi conquistado historicamente sem que houvesse muita luta, muito confronto, sangue, suor e lágrimas da classe trabalhadora. Da mesma forma nenhum direito das populações LGBT foi e será conquistado sem muita luta, sobretudo em uma conjuntura política e econômica tão adversa. Luta essa que precisa ser coletiva e protagonizada pelas pessoas LGBT. Luta essa nas ruas e nas instituições. Luta essa que enfrente o conservadorismo e a ignorância e formule propostas e políticas públicas, que efetue a pressão social necessária para a construção de um país e um mundo livre de toda forma de homofobia, lesbofobia, bi/panfobia e transfobia.

O núcleo LGBT do PSOL Rio das Ostras pretende ser um espaço de base, aberto a não filiados, mas composto por pessoas com referências na esquerda socialista e libertária, que sirva a construção local da resistência LGBT e da conquista de direitos.

Aguardamos todes para começar mais essa construção.

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Venha conhecer o PSOL Rio das Ostras!

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Na terça, 17/3, às 18h, no Pólo Universitário da UFF de Rio das Ostras (Rua Recife, sn, Jd Bela Vista) vamos debater as conjunturas municipal, estadual e nacional e a necessidade de uma ferramenta, uma alternativa de esquerda da classe trabalhadora para superar as crises do capital: crise econômica, socioambiental e política.

Momento de receber novxs filiadxs e simpatizantes.

Após a reunião promoveremos uma confraternização na casa do Prof. Edson, atrás da UFF com cerveja e caldinho.

Confirme presença no evento no facebook:

https://www.facebook.com/events/796110760481513/

Informações:

22 9 98925040 vivo ou 21 9 80091786 tim

#SóALutaMudaAVida

Entrevista com Jonathan Mendonça, Presidente do Diretório Municipal do PSOL de Rio das Ostras, sobre o congresso estadual do PSOL-RJ que ocorreu no dia 2 de novembro de 2013

Como você avalia a conjuntura atual do país? Quais os principais temas de debates para este congresso estadual do PSOL?

Jonathan Mendonça: A conjuntura mudou. Em Junho a sociedade saiu às ruas para reivindicar melhorias nos serviços públicos e para expressar a insatisfação diante do discurso de Brasil grande (com dinheiro para Copa do Mundo, Olimpíadas, etc.) e a falta de acesso a serviços públicos de qualidade pelo qual a população passa cotidianamente.

Estas mobilizações eclodiram em um período em que as antigas forças da classe trabalhadora organizadas no PT, agora oprimem os trabalhadores e reproduzindo a mesma corrupção e degeneração da direita clássica do PSDB. Portanto, este rechaço aos partidos políticos nas manifestações de junho é oriundo de um ódio aos políticos corruptos de partidos como o PMDB e PSC que governam Rio das Ostras, mas também de uma reação natural e legítima ao que se tornou o PT, um partido que traiu a classe trabalhadora.

Como você avalia o PSOL nesta conjuntura? Qual deve ser a prioridade do PSOL?

Jonathan Mendonça: Cabe ao PSOL, portanto, demonstrar que não trilhará os caminhos do PT, PCdoB, etc. Atualmente estes partidos só servem para afastar os setores mais críticos e ativos das mobilizações, nós queremos derrotar nas ruas através da luta direta esses governos neoliberais. Nossa meta é colocar o PSOL à altura do momento histórico como uma ferramenta útil para a luta socialista dos trabalhadores e da juventude. Para que o PSOL continue sua tarefa histórica de impulsionar a reconstrução de uma esquerda socialista de massas no Brasil precisa se basear em três pilares fundamentais:

1. Prioridade à luta direta dos trabalhadores, da juventude e do povo oprimido, colocando a disputa institucional/eleitoral a serviço dessa luta;

2. Funcionamento interno radicalmente democrático, militante, participativo e baseado na organização pela base;

3. Defesa de um programa e uma estratégia anticapitalista e socialista.

As lutas que ocorreram em Junho foram uma prévia do que vai ocorrer na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas em 2016. Por tudo isto, a esquerda deve ser coerente. Primeiro, o PSOL não pode se dissolver nas manifestações, mas deve disputar a consciência dos trabalhadores apresentando suas pautas socialistas, se a direita possui seus partidos, nós socialistas revolucionários construímos o PSOL com uma perspectiva diferente, pois priorizarmos a luta dos trabalhadores nos sindicatos, no movimento estudantil e nos movimentos sociais. A esquerda precisa se apresentar como uma alternativa viável com um projeto político claro para superar a falta de referência de luta que temos hoje.