Arquivo da tag: PSOL

Venha conhecer o PSOL Rio das Ostras!

Logo-Psol-Oficial-COMPACTA-HORIZONTAL
Na terça, 17/3, às 18h, no Pólo Universitário da UFF de Rio das Ostras (Rua Recife, sn, Jd Bela Vista) vamos debater as conjunturas municipal, estadual e nacional e a necessidade de uma ferramenta, uma alternativa de esquerda da classe trabalhadora para superar as crises do capital: crise econômica, socioambiental e política.

Momento de receber novxs filiadxs e simpatizantes.

Após a reunião promoveremos uma confraternização na casa do Prof. Edson, atrás da UFF com cerveja e caldinho.

Confirme presença no evento no facebook:

https://www.facebook.com/events/796110760481513/

Informações:

22 9 98925040 vivo ou 21 9 80091786 tim

#SóALutaMudaAVida

O PSOL precisa de você!

Por Bernardo Pilotto

131263_10200517829579917_705964860_oAgosto de 2009, São Paulo, Quadra dos Bancários. No tradicional ambiente de encontros sindicais e populares, o clima do II Congresso do PSOL era quente: há pouco menos de um ano para as eleições presidenciais, a então vereadora Heloísa Helena anunciava que não seria candidata a presidente pelo PSOL e que a sua candidata era Marina Silva (que, naquele momento, tinha acabado de sair do PT). Cerca de 90% dos presentes pediam (na verdade, alguns pediam e outros suplicavam) que HH mantivesse sua candidatura. Por outro lado, um grupo de militantes, pequeno naquele momento, anunciava que Plínio de Arruda Sampaio, então com 79 anos, era pré-candidato a presidente pelo PSOL.

O que veio depois disso é uma história mais conhecida: Marina Silva se filiou ao PV e aderiu a um discurso conciliador, em que elogiava os 16 anos de política econômica de FHC e Lula. E o PSOL indicou Plínio de Arruda Sampaio como candidato a presidente.

Mas este processo significou muito mais do que uma simples disputa entre duas candidaturas a presidente: a derrota da posição da presidente de um partido de esquerda foi algo inédito no Brasil e mostrou que, no PSOL, a militância organizada nos núcleos de base tem força e voz para definir os rumos do partido. Continuar lendo

Os lados de Marina Silva e do PSOL em 2014

Por Fernando “Tostão” Silva

marinaA ex-senadora Marina Silva está decidida a lançar um novo partido e assim voltar a concorrer à Presidência da República em 2014. É o que podemos concluir das seguidas notícias deste mês na grande mídia, do ato de lançamento realizado em São Paulo em janeiro e confirmadas em redes sociais, inclusive pelo facebook da vereadora Heloísa Helena, que também esteve reunida com sua colega este mês.

Considerando que este tema suscita, desde 2009, um importante debate no interior do PSOL sobre a natureza dos movimentos políticos de Marina Silva, a ponto de setores e dirigentes importantes do partido virem desde então flertando abertamente com a ex-senadora, a questão exige um posicionamento, pois a questão deverá ser parte dos próximos debates partidários.

Depois de sair do PV, Marina Silva constituiu um movimento que prega uma “nova política”, demonstrando até um viés crítico à preponderância da forma institucional eleitoral de se fazer política no país e seus vícios conhecidos. Tal crítica gerou no interior deste movimento até uma corrente de opinião com forte resistência à criação de uma nova legenda partidária.

Mas, em sua essência e pelos setores e perfil que este movimento revela buscar com a legalização da nova legenda, o novo partido de Marina não é um fato progressivo para a reorganização da esquerda socialista, não é aliado na busca de um projeto anticapitalista de ruptura, capaz de vertebrar uma oposição política global tanto ao modelo lulista vigente como ao ideário de direita mais clássico representado pelo PSDB. Continuar lendo

A conversão política também tem impacto moral

Tarso: ao lado da burguesia contra os trabalhadores.

Tarso: ao lado da burguesia contra os trabalhadores.

O governador Tarso Genro escreveu um longo artigo sobre as relações entre a moral, a ética e política. Começa suas considerações mencionando as experiências de Robespierre e dos bolcheviques russos. Como qualquer pessoa que acompanha a política hoje sabe que o PT atualmente não tem absolutamente nada que ver com as ricas experiências da revolução francesa, tampouco com a revolução russa, vou me poupar de acompanhar Tarso em suas andanças por outros tempos. Concentro-me na parte para a qual ele realmente que nos levar em seu esforço. Diz claramente:

“ Um dos debates morais, de influência direta na política, que se trava aqui no Brasil no momento, está aberto pelo moralismo udenista, tanto promovido pela extrema esquerda anti-Lula, como pelo conglomerado demo-tucano. Trata-se da questão relacionada com a política de alianças, ou seja, a demonização do PT pela sua “abertura” na política de alianças. O ataque centra-se, principalmente, na consideração que o PT relaciona-se -para sermos delicados- com grupos e pessoas que tem métodos não republicanos de participação na gestão do Estado”.

Vamos antes acertar as palavras. Reconhecemos que o PSOL é um dos endereços que Tarso tenta criticar. Mas Tarso afirma sem demonstrar que somos a “extrema-esquerda”. O mais correto é que somos um partido de esquerda coerente. Tampouco é certo dizer que demonizamos o PT. Denunciamos, sem dúvida, as alianças que este partido tem feito. Mas usar a expressão demonizar é mais uma tentativa de desqualificar os críticos, já que identifica a política com ausência de racionalidade. E argumentos racionais sobram para desmascarar o PT. Finalmente, tenta comparar nossa política com o udenismo. Ora, esta é de longe a mais desqualificada afirmação. O udenismo representou uma política burguesa de direita contra Getúlio Vargas. Onde, quando, em que momento o PSOL teve uma política no sentido de apoiar golpes de direita contra o governo? Continuar lendo

Venha conhecer o PSOL: uma alternativa de lutas!

PSOL Rio das Ostras, núcleo Serramar, organiza debate com figuras públicas e parlamentares do partido.

busque psol
Data: 29 de janeiro de 2013, 18h30.
Local: PURO/UFF, Rua Recife, s/n, Jardim Bela Vista, Rio das Ostras, RJ.

Convidados:
Renato Cinco, vereador da cidade do Rio de Janeiro.
Edil Nunes, candidato a prefeito PSOL Nova Friburgo.
Cláudio Leitão, candidato a prefeito PSOL Cabo Frio (a confirmar).
Paulo Eduardo Gomes e Renatinho, vereadores de Niterói (a confirmar).
Professor Jonathan e Mel Marquer, candidatos a vereador PSOL Rio das Ostras.
Lena, candidata a prefeita PSOL Rio das Ostras (a confirmar).
E ainda a militância do PSOL na região das mais diversas frentes de luta.

Evento no facebook:
https://www.facebook.com/events/559275224100827/
——
O PSOL cresce e se consolida como um alternativa contra hegemônica, anticapitalista, dinâmica, plural, classista, ética, radical na luta pela construção de um projeto de sociedade que seja justo para todos. Isto é, que combata a exploração e a opressão do homem pelo homem.

Em tempos de crise internacional e de retirada de direitos sociais, de capitulação de partidos e movimentos à ordem estabelecida, aos interesses do Capital, agravando a crise humana e ecológica em curso, é fundamental que trabalhadores e estudantes se organizem e construam instrumentos que se proponham à superação do modelo capitalista de desenvolvimento e construção societária. O PSOL se pretende uma dessas ferramentas e está acessível a todos que tenham disposição para as lutas e para assumir a defesa de seus princípios ideológicos e programáticos.

Venha conhecer a experiência de construção do partido no Estado do Rio, em cidades da região, especialmente em Rio das Ostras e some-se a esse esforço coletivo pela mudança necessária, pois como dizia o poeta, Nada Deve Parecer Natural, Nada Deve Parecer Impossível de Mudar.

Nota votada por sete membros da Executiva Nacional do PSOL*

As eleições de 2012 foram um momento de vitória política e eleitoral para o PSOL. Obteve 2,39 milhões de votos para candidatos a prefeito no primeiro turno, superando partidos tradicionais como PV e PCdoB. Saiu politicamente mais respeitado, ampliou sua bancada de veradores/as, elegeu seu primeiro prefeito no primeiro turno e foi ao segundo turno em duas capitais. Isto foi viabilizado tanto pela ação do próprio partido como por uma conjuntura mais favorável que a de 2008. Ainda que tenha havido diversidade nas campanhas, elas em geral foram feitas pela esquerda, diferenciando o PSOL tanto dos partidos da direita tradicional quanto dos partidos do bloco de sustentação do governo federal. A visibilidade do PSOL cresceu muito, e ele se tornou um partido atrativo para uma parcela importante da população, especialmente uma grande parte da juventude. Ao mesmo tempo em que isto abre boas possibilidades para a construção do P SOL como partido socialista e para o desenvolvimento de um projeto de socialismo, impõe também novas responsabilidades. As ações do PSOL passam a estar muito mais sob o escrutínio da população.

Tudo isto aumenta muito a gravidade de opções tomadas por setores do partido, em parte desde o primeiro turno das eleições, e muito mais no segundo turno; este se constituiu num verdadeiro desastre. De fato, foram feitas claras agressões contra o caráter de esquerda, socialista e democrático do partido.

As opções mais negativas foram feitas pelo setor dirigente no PSOL do Amapá, especialmente pelo senador Randolfe Rodrigues e pelo prefeito eleito de Macapá, Clécio Luís. O senador Randolfe e a direção do PSOL-AP já haviam sido advertidos pelo Diretório Nacional do PSOL em dezembro de 2010, por terem feito uma aliança informal com o PTB no primeiro turno, apesar da proibição expressa da Executiva Nacional, e pelo apoio ao candidato a governador do PTB no segundo turno. Em 2012, no primeiro turno, houve apoios do senador Randolfe Rodrigues e do PSOL-AP a candidatos de partidos com os quais o DN-PSOL havia expressamente proibido alianças. No segundo turno de Macapá, o quadro piorou: o PSOL celebrou, em ato político público, uma aliança com o DEM, o PTB e o PSDB; representantes do partido deixaram claro que a aliança se fazia também para governar, e para depois. À gravidade dos fatos em si mesmos se somou a duplicidade do discurso do senador Randolfe Rodrigues e do prefeito eleito Clécio Luís. Em declarações para o público de Macapá e para a grande imprensa eles têm reafirmado a ideia de que a aliança com os três partidos da direita mais tradicional foi realmente celebrada, e acrescentado que o PSOL deve aprender a compreendê-la e aceitá-la. Já em declarações para o público interno do partido eles têm procurado minimizar o fato, dizendo que houve apenas aceitação de apoios, e que, no máximo, “em momento de empolgação pelos apoios recebidos de parte dos que naturalmente se alinhariam com nosso adversário houve menção às eleições de 2014 que permitiu interpretação errada em nossa militância de que haveria acordos futuros”. Obviamente trata-se de uma explicação inverossímil. De conjunto, tem-se caracterizado um comportamento desleal em relação ao PSOL. Ora, a linha de alianças amplas e duradouras com partidos e figuras emblemáticas da direita mais tradicional, seguida pelos dirigentes do PSOL-AP desde 2010, é incompatível com um partido socialista minimamente coerente.

Diferentes, mas também graves, foram as opções tomadas pela candidatura do PSOL a prefeito em Belém (neste caso, sem acordo da direção municipal do partido, que não foi consultada). Se não descaracterizaram inteiramente o PSOL como um partido socialista, elas o descaracterizam enquanto oposição de esquerda aos governos Lula e Dilma. Confundiram as fronteiras entre o esforço do PSOL de construir uma esquerda socialista consequente e a linha social-liberal do PT, que não apenas subordina este partido aos interesses da grande burguesia brasileira e internacional como, de fato, o torna seu representante. É importante termos claro que o problema não foi o PSOL ter recebido apoio do PT no segundo turno; isto seria normal, nas circunstâncias. O problema foi, em primeiro lugar, este apoio ter-se dado por meio de declarações de Lula, Dilma e diversos ministros de seu governo no programa do PSOL; em segundo lugar, estas declarações terem feito a defesa dos governos do PT; e, em terceiro lugar, a adoção pela candidatura do PSOL da linha de que Edmílson seria um bom prefeito por contar com a parceria do governo federal. O que se sugeriu não foi uma relação republicana entre os vários níveis de governo, mas uma relação de acordo político especial. Com tudo isto, além de as fronteiras político-programáticas entre o nosso partido e o PT terem sido apagadas, o PSOL assumiu a responsabilidade pela defesa dos governos do PT feita por Lula, Dilma e seus ministros. Ora, sabemos que os argumentos usados por eles são falsos. Dar-lhes credibilidade implica mentir ao povo, coisa que um partido socialista, que aposta na auto-organização popular e, logo, no avanço da consciência dos setores explorados e oprimidos da população, não pode fazer nunca. Tão grave quanto isso, é que esse caminho, como mínimo, sugere, que estaria em questão no PSOL sua vocação de ser uma oposição de esquerda programática ao modelo global de política econômica, social e ambiental dos governos do PT 2003. Estaria em questão a razão de ser do PSOL para recolocar ao país o projeto de uma esquerda socialista coerente.

3) Os problemas da linha seguida pelo PSOL no segundo turno, tanto em Macapá quanto em Belém, tornaram-se piores por se vincularem a um grande deterioração da democracia interna no PSOL. Não houve democracia no PSOL de Belém na direção da campanha; e, nacionalmente, o presidente do partido agiu como presidente apenas de seu grupo político, recusando-se a permitir que o Diretório Nacional do PSOL ou sua Executiva Nacional se expressassem sobre o desastre em curso e pudessem evita-lo.

4) Além dos casos já citados do estado Amapá, houve em outros estados, no primeiro turno, coligações proibidas pelo Diretório Nacional. Tal como feito em 2008, o normal é que os vereadores eleitos nestes casos sejam desligados do partido. A análise da atuação destes candidatos eleitos, bem como a análise das ações de todos (as) os(as) responsáveis por estas coligações proibidas, devem ser remetidas à Comissão de Ética Nacional do PSOL.

Brasília, 08/Novembro/2012

* Votaram nesta proposta de nota 7 membros efetivos da Executiva: Camila, Zilmar, Sílvia, Robaina, Pedro Fuentes, Mario Agra, Leandro Recife. O companheiro Tostão, que também é membro efetivo e não esteve presente por motivos de saúde, também assina a nota. A nota votada por maioria teve 8 votos.

Itaocara: o modo PSOL de Governar!

Na primeira Assembleia Popular do Governo do Povo de Itaocara/RJ, nosso primeiro prefeito eleito, Gelsimar Gonzaga, escolheu através do voto popular os secretários de Saúde e de Educação e deu o tom de como vai ser o seu Governo: as primeiras ações são a criação do Portal da Transparência, a redução de sue próprio salário, a instituição de conselhos populares deliberativos. Gelsimar convoca o povo para estar presente às sessões da Câmara, onde o PSOL elegeu um vereador de 11, para pressionar e garantir que sejam aprovadas as políticas de interesse do povo e não de grupos privados.

Gelsimar vai enchendo a militância do PSOL de orgulho e demonstrando que é possível propor um programa de transição para o socialismo através do Executivo.

Uma eleição solar

Por Chico Alencar

No Brasil inteiro, as eleições municipais assinalam o início do cansaço da população com as grandes máquinas de captar votos, dos partidos fortes mas ideologicamente anêmicos e muito assemelhados em suas práticas. A ‘americanalhização’ da política – feliz expressão do nosso saudoso Carlos Nelson Coutinho – parece que não terá vida longa por aqui… Isso explica os 20,45% de abstenções, nulos e brancos. E, no miúdo mas concreto, o extraordinário desempenho do pequeno PSOL, que busca se afirmar com nitidez e princípios. Sem fazer aquelas alianças oportunistas e de ‘vale tudo’, sem pacto com potenciais mensaleiros e fichas sujas, elegemos 49 vereadores (crescimento de 96%), tendo agora representação – para fazer a diferença! – em capitais como Macapá, Belém, Rio de Janeiro, Fortaleza, Natal, Maceió, Salvador, Goiânia, São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre.

O Rio é um capítulo especial e comovente. Os 914.082 votos em Marcelo Freixo são marco histórico de uma eleição de turno único. Afinal, Paes, com o PMDB e sua aliança de negócios, Maia (DEM), Otávio (PSDB) e Aspásia (PV) representam o mesmo projeto. Não por acaso, o prefeito reeleito já foi de todos esses partidos… Então, fomos nós, do PSOL, que galvanizamos as forças sociais da cidadania, reencantando parte importante da juventude para a política, contra o sistema! Não houve vitória eleitoral na majoritária, mas uma baita vitória política. As urnas nos consideraram, de forma consciente e luminosa: temos a 2ª maior bancada da Câmara carioca, os três vereadores mais votados em Niterói – onde o candidato a prefeito Flávio Serafini também brilhou – e a 1ª prefeitura ‘psolar’ do país, Itaocara, do nosso combativo Gelsimar. Belém e Macapá virão com o 2º turno.

“Saudade é ser, depois de ter” (Guimarães Rosa): nosso voto foi, emocionado, o 50 de Carlito, Paulo Piramba, Daniel do Vale e tanto(a)s outro(a)s que partiram fora do combinado. Voto lúcido, de luz! Os eleitos haverão de honrá-lo.

Chico Alencar é deputado federal pelo PSOL/RJ.

Uma eleição de vitórias para o PSOL

Campanha no Rio é a síntese do sucesso do PSOL nas eleições 2012.

O ano de 2012 ainda não chegou ao fim e certamente há muitas lutas pela frente. Mas já podemos afirmar com certeza de que esse já é um ano vitorioso para o PSOL. Enfrentando os efeitos da crise econômica global, o PSOL reafirmou saídas alternativas para que os trabalhadores não paguem a conta pelas turbulências na economia mundial. No Brasil, o PSOL reafirmou sua oposição às privatizações promovidas pelo Governo Dilma, lutando por mais recursos para as áreas sociais, como demonstrou o extraordinário engajamento de nossos militantes e parlamentares na luta pela garantia de 10% do PIB para a educação pública. Ao mesmo tempo, o PSOL firmou-se como referência na luta em defesa do meio ambiente, opondo-se de forma veemente às mudanças no Código Florestal e denunciando as alternativas da chamada “economia verde” e da mercantilização da natureza. Na luta pela transparência e ética na política, o PSOL reafirmou sua vocação de partido comprometido com o combate à corrupção, tendo sua bancada como a mais combativa e independente na “CPI do Cachoeira”, defendendo ampla apuração das irregularidades constatadas, doe a quem doer.

Nos últimos meses, nossa militância esteve dedicada a uma tarefa decisiva para o futuro do PSOL: as eleições municipais. Lutando contra máquinas eleitorais poderosas, nosso partido atingiu seu melhor resultado, praticamente dobrando o número de vereadores eleitos e elegendo seu primeiro prefeito em Itaocara, no Rio de Janeiro. Mas não foi só o aumento dos espaços institucionais que atestam a vitória do PSOL nessas eleições. O desempenho do partido na maioria das capitais e em várias outras cidades do país mostra que nosso partido tem se firmado como alternativa real de poder contra as velhas estruturas partidárias comprometidas com a manutenção do modelo de desigualdade que impera em nosso país. Prova disso é a eleição de vereadores em onze capitais: Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro, Maceió, Salvador, Natal, Fortaleza, Goiânia, Macapá e Belém, muitas vezes ampliando a bancada do partido em locais onde já contávamos com vereadores. Continuar lendo

10% ainda é pouco

Por Ivan Valente

Ivan Valente e o PSOL na luta pelos 10% do PIB para Educação.

Depois de 18 meses de tramitação, a Comissão Especial do Plano Nacional de Educação na Câmara concluiu a votação do novo Plano Nacional de Educação.

O texto, que ainda precisa passar pelo Senado, estabelece 20 metas que o país deve atingir no prazo de dez anos. Entre elas: fim do analfabetismo, aumento do atendimento em creches, ensino em tempo integral em ao menos 50% das escolas públicas e o crescimento da fatia da população com ensino superior.

Ao longo de todo o debate na Câmara, no entanto, o maior embate foi sobre o aumento dos recursos para a educação. Atualmente, União, Estados e municípios aplicam, juntos, cerca de 5% do PIB no setor. De acordo com a proposta inicial do governo, a meta de financiamento do PNE seria de 7% do PIB em dez anos.

Mas há muito tempo movimentos sociais, estudantes e profissionais da educação reivindicam um aumento significativo de recursos. Já no primeiro PNE (2001 – 2011), vetado por FHC, o Congresso tinha aprovado 7% do PIB para a educação. Dez anos depois, o governo Dilma propôs o mesmo índice para 2021, o que gerou protestos em todo o país. Continuar lendo