Papo em Movimento Rio das Ostras: Violência contra a mulher!

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PSOL Macaé e PSOL Rio das Ostras convidam para, nesta conjuntura de ataques institucionais e individuais aos nossos direitos, nossos corpos e vidas, bater um papo sobre esta conjuntura que enfrentamos e como nos organizar diante dela. Contaremos com a presença de Talíria Petrone – vereadora do PSOL Niterói, Caroline de Castro – Presidente do PSOL Rio de Janeiro, Winnie Freitas – Presidente do PSOL Rio das Ostras e Danilo Funke – PSOL de Macaé. Venham todas e todos!!!

Rio das Ostras é uma cidade em que as mulheres vivem com medo, o hino: “…Cidade mãe de quem nasce ou de quem vem para ela…” não condiz com a realidade na qual a cidade é conhecida como a “capital do estupro”. A Prefeitura municipal, diante a esses dados alarmantes, historicamente, não se posiciona, nem investe em políticas públicas para as mulheres. A cidade está às escuras, mal iluminada, com terrenos baldios a cada esquina e possui um sistema policial que mais reforça o medo do que dá segurança. E o discurso utilizado pela prefeitura é de crise profunda, e de que mesmo assim, as lâmpadas estão sendo consertadas e de que o efetivo da guarda municipal aumentou. Como se isso bastasse ou solucionasse o problema!

Em 2015, a III Conferência Municipal de Políticas Públicas para Mulheres em Rio das Ostras aconteceu pela forte demanda das mulheres afim de respostas institucionais sobre a situação no município para as mulheres. Até hoje as resoluções aprovadas pela conferência não foram executadas e a prefeitura parece ignorar os prazos mais que ultrapassados.

A cada ano que se passa os casos de feminicídio, agressões e estupros só aumentam, foram registrados 52 estupros em 2012; 63 em 2013; 89 em 2014; 53 em 2015. Essa redução, no último ano, ocorreu em toda a região, mas ainda assim Rio das Ostras superou Macaé, cidade muito mais populosa. Importante salientar que esses casos registrados representam menos que 10% da totalidade, uma vez que muitas mulheres não fazem o registro de ocorrência. Nos últimos meses dezenas de casos foram noticiados nas redes sociais, cotidianamente novos casos acontecem.

A invisibilidade desses casos só demonstra a despreocupação da prefeitura com as mulheres da cidade, recentemente a Casa da Mulher foi fechada, superlotando os CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). Os CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) funcionam em situações precárias de atendimento e o NUAM (Núcleo de Atendimento à Mulher) desde sua inauguração funciona apenas em horário comercial, fazendo com que muitas mulheres hesitem em registrar os casos de violência.

Esse panorama não se descola da situação nacional, os direitos retirados, os ataques a classe trabalhadora, bem como os ataques conservadores que muito nos prejudicam, determinam o que o governo PMDB em escala nacional, estadual e municipal tem reservado para nós, mulheres. A reforma da previdência e a trabalhista realizam uma verdadeira ofensiva para as nossas conquistas, aumentando e precarizando o nosso tempo de trabalho, ignorando a dupla e a tripla jornada de trabalho feminina, e condicionando à trabalhos insalubres as gestantes.

As mulheres do PSOL sempre se posicionaram contra as barbáries impostas pelo conservadorismo expressos nas leis e emendas impostas pelo legislativo e por esses governos, como, por exemplo, o estatuto nascituro. Em Rio das Ostras também nos posicionamos contrárias as essas medidas, e realizamos a denúncia à atuação do Prefeito Carlos Augusto diante desse atentado a vida das mulheres da cidade.

O 8 de março de 2017 foi um dia histórico de lutas, uma vez que mais de 40 países aderiram à Greve Geral Internacional pela vida das mulheres, sob a insígnia Nenhuma a Menos. Retomando esta experiência histórica, convocamos todos os movimentos sociais, partidos combativos e demais pessoas, para lutar contra o machismo, contra a cultura do estupro e contra o patriarcado!

Não aceitaremos mais que outras mulheres sejam mortas por serem mulheres; não aceitaremos que nossos corpos sejam objetificados e violentados; queremos ser respeitadas ao ir e voltar de nossas atividades, independente do horário e de nossas roupas. Seguiremos juntas, NADA É IMPOSSÍVEL DE MUDAR!

  • Exigimos a reabertura imediata da Casa da Mulher;
  • Exigimos o cumprimento imediato das resoluções aprovadas na III Conferência Municipal de Políticas Públicas para as mulheres;
  • Exigimos maiores investimentos em Políticas Públicas e Programas Sociais voltados para as mulheres;
  • Exigimos melhoria imediata da iluminação pública em todos os bairros, principalmente nas periferias;
  • Exigimos transporte público 24h;
  • Exigimos capacitação imediata da Guarda Municipal e da Polícia Militar para atendimento às mulheres vítimas de violência.
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Mulheres em Rio das Ostras pedem SOCORRO!

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Rio das Ostras é uma cidade em que as mulheres vivem com medo, o hino: “…Cidade mãe de quem nasce ou de quem vem para ela…” não condiz com a realidade na qual a cidade é conhecida como a “capital do estupro”. A Prefeitura municipal, diante a esses dados alarmantes, historicamente, não se posiciona, nem investe em políticas públicas para as mulheres. A cidade está às escuras, mal iluminada, com terrenos baldios a cada esquina e possui um sistema policial que mais reforça o medo do que dá segurança. E o discurso utilizado pela prefeitura é de crise profunda, e de que mesmo assim, as lâmpadas estão sendo consertadas e de que o efetivo da guarda municipal aumentou. Como se isso bastasse ou solucionasse o problema!

Em 2015, a III Conferência Municipal de Políticas Públicas para Mulheres em Rio das Ostras aconteceu pela forte demanda das mulheres afim de respostas institucionais sobre a situação no município para as mulheres. Até hoje as resoluções aprovadas pela conferência não foram executadas e a prefeitura parece ignorar os prazos mais que ultrapassados.

A cada ano que se passa os casos de feminicídio, agressões e estupros só aumentam, foram registrados 52 estupros em 2012; 63 em 2013; 89 em 2014; 53 em 2015. Essa redução, no último ano, ocorreu em toda a região, mas ainda assim Rio das Ostras superou Macaé, cidade muito mais populosa. Importante salientar que esses casos registrados representam menos que 10% da totalidade, uma vez que muitas mulheres não fazem o registro de ocorrência. Nos últimos meses dezenas de casos foram noticiados nas redes sociais, cotidianamente novos casos acontecem.

A invisibilidade desses casos só demonstra a despreocupação da prefeitura com as mulheres da cidade, recentemente a Casa da Mulher foi fechada, superlotando os CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). Os CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) funcionam em situações precárias de atendimento e o NUAM (Núcleo de Atendimento à Mulher) desde sua inauguração funciona apenas em horário comercial, fazendo com que muitas mulheres hesitem em registrar os casos de violência.

Esse panorama não se descola da situação nacional, os direitos retirados, os ataques a classe trabalhadora, bem como os ataques conservadores que muito nos prejudicam, determinam o que o governo PMDB em escala nacional, estadual e municipal tem reservado para nós, mulheres. A reforma da previdência e a trabalhista realizam uma verdadeira ofensiva para as nossas conquistas, aumentando e precarizando o nosso tempo de trabalho, ignorando a dupla e a tripla jornada de trabalho feminina, e condicionando à trabalhos insalubres as gestantes.

As mulheres do PSOL sempre se posicionaram contra as barbáries impostas pelo conservadorismo expressos nas leis e emendas impostas pelo legislativo e por esses governos, como, por exemplo, o estatuto nascituro. Em Rio das Ostras também nos posicionamos contrárias as essas medidas, e realizamos a denúncia à atuação do Prefeito Carlos Augusto diante desse atentado a vida das mulheres da cidade.

O 8 de março de 2017 foi um dia histórico de lutas, uma vez que mais de 40 países aderiram à Greve Geral Internacional pela vida das mulheres, sob a insígnia Nenhuma a Menos. Retomando esta experiência histórica, convocamos todos os movimentos sociais, partidos combativos e demais pessoas, para lutar contra o machismo, contra a cultura do estupro e contra o patriarcado!

Não aceitaremos mais que outras mulheres sejam mortas por serem mulheres; não aceitaremos que nossos corpos sejam objetificados e violentados; queremos ser respeitadas ao ir e voltar de nossas atividades, independente do horário e de nossas roupas. Seguiremos juntas, NADA É IMPOSSÍVEL DE MUDAR!

• Exigimos a reabertura imediata da Casa da Mulher;
• Exigimos o cumprimento imediato das resoluções aprovadas na III Conferência Municipal de Políticas Públicas para as mulheres;
• Exigimos maiores investimentos em Políticas Públicas e Programas Sociais voltados para as mulheres;
• Exigimos melhoria imediata da iluminação pública em todos os bairros, principalmente nas periferias;
• Exigimos transporte público 24h;
• Exigimos capacitação imediata da Guarda Municipal e da Polícia Militar para atendimento às mulheres vítimas de violência.

Fonte: FanPage (Facebook) de Winnie Freitas.

AGRADECIMENTO!

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O PSOL Rio das Ostras agradece a participação dos 26 militantes no último domingo, dia 24 de setembro de 2017, na única Plenária Municipal para eleger delegados para o congresso estadual e nacional do PSOL 50.

Foram eleitos Winnie Freitas, presidente municipal do partido, Professor Jonathan e Professor Luciano.

Só a luta muda a vida!